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Retinoblastoma pode ter até 90% de cura quando diagnóstico precocemente

O retinoblastoma é o câncer ocular mais comum na infância. Ele pode ser de origem hereditária ou não hereditária e acometer um ou ambos os olhos. De acordo com a cartilha da campanha “De olhos nos olhinhos”, a doença representa 14% de todos os casos de câncer pediátrico em menores de 2 anos. Além disso, mais de 90% dos casos são diagnosticados na faixa etária de 0 a 5 anos de idade, o que reforça a importância da identificação precoce e o tratamento adequado. Quando detectado no início, a chance de cura é de até 90%, inclusive com a preservação da visão da criança. Contudo, se houver diagnóstico tardo, pode provocar cegueira e até levar o paciente à morte.

Nos pacientes, o sinal mais observado é a leucocoria, que é o aparecimento de um reflexo branco ou amarelado na pupila em vez do reflexo vermelho normal. Segundo a médica oftalmologista do Vilar Hospital de Olhos, Lisianne Ramos, o rastreamento da doença é realizado com o teste do reflexo vermelho (o teste do olhinho). “Ele deve ser realizado nas primeiras horas de vida e repetido regularmente até os 3 anos. Quando existe alteração no resultado do exame, realiza-se o mapeamento de retina para visualização direta do fundo de olho. A ultrassonografia ocular pode ser útil para complementação diagnóstica, assim como tomografia computadorizada e ressonância magnética”, explica.

Importante frisar que não existe diferença nas taxas de incidência da doença entre o sexo feminino e o masculino, entre raças ou entre o olho direito e o esquerdo. Manter consultas regulares é a recomendação ideal, inclusive para definição do tratamento adequado no caso de confirmação da doença. “O tratamento depende do estágio de apresentação da lesão. Pode ser indicado cirurgia; quimioterapia ou terapias focais como crioterapia, braquiterapia ou termoterapia, por exemplo. O início precoce do tratamento aumenta a chance de sucesso terapêutico, com preservação da visão do paciente e diminuição do risco de disseminação do tumor”, frisa a Dra. Lisiane.

Ao longo de toda a vida, a periodicidade de consultas oftalmológicas é fundamental para identificar, tratar e, quando possível, prevenir a progressão de doenças oculares. Do nascimento à primeira infância, esse cuidado se eleva, inclusive no diagnóstico e tratamento do retinoblastoma.

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