As operações da Polícia Civil contra a agiotagem em Teresina, voltadas principalmente a estrangeiros que atuam com empréstimos ilegais sob pressão, são reconhecidas pela sociedade como necessárias e corretas. O trabalho repressivo tem avançado, mas a cobrança agora é por amplitude nas investigações. O apelo é para que a apuração não fique restrita aos chamados “agiotas do Chico”, mas alcance também os agiotas da elite, muitos deles com atuação nos bastidores do poder. Segundo críticas recorrentes, esses operadores emprestam recursos para campanhas eleitorais e até para empreiteiros, exercendo pressão não física, mas política e psicológica. O ponto central da cobrança social é que os juros desses empréstimos não saem do bolso de quem busca o dinheiro, mas acabam sendo repassados à sociedade, seja por meio de contratos públicos, obras superfaturadas ou decisões administrativas. Em última instância, quem paga a conta é o contribuinte. A expectativa é de que a repressão à agiotagem seja isonômica, alcançando todos os níveis do esquema, sem distinção entre crime comum e crime de colarinho branco.
Prefeito Sílvio Mendes apresenta boa evolução e segue sob cuidados médicos.
Hospitalizado desde o início da semana, o prefeito Sílvio Mendes segue sob cuidados médicos, mas apresenta boa evolução em seu quadro de saúde, conforme informações repassadas por pessoas próximas ao acompanhamento clínico. A equipe médica tem atuado com atenção permanente, adotando todos os protocolos necessários para garantir uma recuperação segura. Diante do cenário, é importante fazer um apelo à responsabilidade. Especulações, invenções, murmurações e versões não oficiais sobre causas, diagnósticos ou prognósticos não contribuem em nada e apenas alimentam ansiedade e desinformação. O momento exige respeito, serenidade e empatia. Mais do que conjecturas ou fuxicos, o que se espera é união positiva, com orações, pensamentos e votos sinceros para que o prefeito se recupere o mais rápido possível e retorne plenamente às suas atividades. Saúde não é palco para alarde nem para narrativas paralelas. É assunto sério, que deve ser tratado com cautela, humanidade e responsabilidade.
Suspensão de advogado é correta, mas caso ainda cobra desdobramentos.
A suspensão do registro profissional do advogado Juarez Chaves de Azevedo Júnior pela OAB Piauí , considerado pela PF como operador da venda de sentenças judiciais é uma medida legítima, correta e necessária. Diante da gravidade das acusações e dos indícios revelados pelas investigações, o cinturão da lei apertou onde deveria apertar. Mas o próprio avanço do caso impõe uma reflexão inevitável: se o cinturão apertou para quem operava o esquema, ele também precisa apertar para quem dele se beneficiou. As apurações indicam que os recursos movimentados não ficaram concentrados em um único destino. Houve repasses, pulverização de valores e circulação de dinheiro que, segundo as investigações, alcançaram diferentes personagens de chantagistas que atuam por meio do WhatsApp a pessoas com acesso, influência e trânsito em estruturas institucionais, gabinetes e palácios. Não se questiona a punição aplicada ao advogado. Pelo contrário, ela precisa ser vista como o primeiro passo. O que se cobra agora é isonomia. No Nordeste, a sabedoria popular ensina: quem come do pirão tem que experimentar do cinturão. E, neste caso, o pirão não foi servido a uma só mesa. A sociedade espera que o rigor seja completo, e não seletivo. Se houve uma engrenagem maior, todos os seus elos precisam ser alcançados.
Caso Previdência amplia desgaste do governo.
A operação da PF que liga o senador maranhense Everton Rocha a fraude do INSS aprofunda o desgaste político do governo Lula e atinge diretamente o PDT nacional, partido que até recentemente comandava o Ministério da Previdência. Everton é vice-líder do governo no Senado Federal, o que amplia o impacto institucional do caso. Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que o senador teria atuado como operador em um esquema criminoso envolvendo descontos consignados fraudulentos aplicados contra aposentados e pensionistas do INSS, em articulação com agentes do mercado financeiro. As acusações surgem após buscas e apreensões autorizadas pela Justiça e um pedido de prisão apresentado pela PF medida que, no entanto, foi negada pelo Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal sustenta que há indícios consistentes de que o esquema teria lesado milhares de idosos, um dos públicos mais vulneráveis do sistema previdenciário. Trata-se de uma acusação de extrema gravidade, que recai sobre a estrutura política que comandava a área responsável justamente por proteger esses beneficiários. O caso ganha contornos ainda mais sensíveis para o Palácio do Planalto diante da citação de investigados ligados ao entorno do presidente, incluindo Lulinha, filho de Lula, mencionado nas apurações. A combinação desses elementos amplia a percepção de desgaste e reforça a cobrança por explicações claras e rigor institucional. Embora as investigações ainda estejam em curso e o direito à ampla defesa deva ser preservado, o episódio polui o ambiente político do governo e lança uma sombra sobre a gestão da Previdência, especialmente por envolver suspeitas de corrupção praticada contra aposentados e pensionistas.
Prefeitos petistas reforçam apoio a Ciro Nogueira e ampliam crise no PT-PI.
A crise interna no PT do Piauí se aprofunda com a adesão crescente de prefeitos petistas à campanha de reeleição do senador Ciro Nogueira, líder da oposição no Senado. O movimento evidencia o distanciamento entre gestores municipais e a direção estadual do partido. O caso mais recente é o do prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro (PT), que declarou apoio público ao senador em vídeo, reconhecendo as obras e os recursos destinados ao município por meio de emendas parlamentares. O gestor destacou a importância de Ciro Nogueira para cidades piauienses que dependem fortemente de investimentos federais. Nos bastidores, a avaliação é de que ao menos 60% dos prefeitos petistas devem apoiar a reeleição do senador, apostando no empenho de recursos nos dois últimos anos de mandato municipal. A debandada amplia o desgaste político do PT no estado e fortalece o projeto de reeleição do parlamentar.
Gracinha rompe com oposição histórica do clã Mão Santa ao aderir ao governo do PT.
Ao anunciar sua saída do Progressistas e acenar de forma direta para a base do governo estadual, a deputada Gracinha Mão Santa promove uma ruptura simbólica e política com a trajetória oposicionista construída por seu pai, o ex-governador e ex-prefeito Mão Santa, um dos mais ferrenhos adversários do PT no Piauí. A decisão contraria um histórico marcado por enfrentamentos diretos ao partido. Em 2016, quando o PT ainda concentrava forte influência no estado e praticamente não havia oposição estruturada, Mão Santa protagonizou uma vitória histórica em Parnaíba, derrotando o PT nas urnas e consolidando-se como uma das principais vozes contrárias ao projeto petista no Piauí. Ao se alinhar agora ao governo do PT, Gracinha rasga essa bandeira oposicionista e se afasta do discurso que marcou a identidade política do seu grupo familiar por décadas. A mudança chama atenção não apenas pelo rompimento partidário, mas pelo significado político de abandonar uma trincheira que foi decisiva para a ascensão e consolidação do clã Mão Santa no cenário estadual. Nos bastidores, aliados e antigos apoiadores avaliam que a adesão ao governo representa uma aposta arriscada, sobretudo diante do histórico de movimentos semelhantes feitos pelo PT com ex-adversários que migraram para sua base e acabaram politicamente esvaziados ao longo do tempo. A mudança de rota de Gracinha reconfigura o tabuleiro político em Parnaíba e no Piauí, mas também levanta questionamentos sobre o custo político de abandonar uma identidade construída no confronto direto com o petismo.
Justiça Eleitoral cassa prefeita e vice de Pimenteiras por abuso de poder.
A Justiça Eleitoral de primeira instância determinou a cassação dos diplomas da prefeita de Pimenteiras e do vice-prefeito, ao reconhecer a prática de abuso de poder político, com reflexos econômicos, durante o período eleitoral. A decisão foi proferida no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Segundo a sentença, houve uso indevido da máquina pública, com contratações e pagamentos considerados irregulares em período sensível da campanha, capazes de influenciar o resultado das eleições. Além da cassação, a prefeita foi declarada inelegível por oito anos, enquanto o vice perdeu o diploma em razão da indivisibilidade da chapa. Por se tratar de decisão de primeira instância, os gestores ainda podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). Até que haja decisão superior, é comum que o chefe do Executivo permaneça no cargo, salvo determinação expressa de afastamento imediato. Caso a cassação seja confirmada, o comando do município passa ao presidente da Câmara Municipal, com possibilidade de nova eleição. Casos como este costumam se arrastar por longos períodos na Justiça Eleitoral. Não raramente, ações por abuso de poder acabam sendo julgadas apenas após o fim do mandato, sem que o mérito seja definitivamente apreciado antes do encerramento do exercício político.
Fonte: Portal Encarando












